Marco abre nova temporada em dezembro

O Marco (Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul) localizado na Rua Antônio Maria Coelho, 6000, Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, abre nova temporada de exposições a partir do dia 5 de dezembro, quarta-feira, às 19h30.


Os visitantes poderão conhecer a exposição "Xilocidade", de André de Miranda, "Under Top", de Edson Castro, "input output" (Aline Ranelli, Carol Bernoh e Larissa Anzoategui) e a Coletiva UFMS (Evandro Prado, Lucas Herculano e Patrícia Horvath). Na sala pequena, também estarão expostas obras do acervo do Marco.

As exposições fazem parte do projeto Diálogos Contemporâneos, e nesta edição trazem a produção de jovens artistas que apresentam investigações no campo da tecnologia, instalação e escultura. Na série de gravuras de André de Miranda, elementos da paisagem urbana são destacados para dar tom de denúncia contra o apagamento da memória arquitetônica ocorrente nas grandes cidades.

As imagens gravadas numa matriz de madeira (xilogravura) são impressas em folhas de jornal que contém anúncios imobiliários nos cadernos de classificados.

Na Coletiva UFMS, Lucas Herculano e Patrícia Horvath exploram a linguagem escultórica na concepção de seus trabalhos em cerâmica e ferro, respectivamente, enquanto a áudio-instalação de Evandro Prado exemplifica a arte engajada de caráter político que traz para discussão alguns valores evidentes do mundo globalizado.

Já em "input output", Aline Ranelli, Carol Bernoh e Larissa Anzoategui experimentam as possibilidades artísticas da tecnologia digital através da imagem - o processo de captura, de manipulação em softwares gráficos, de finalização e fechamento de arquivo, de variedades de impressão e de liberdade de suportes.

As obras são resultados de discussões e experimentações realizadas nas disciplinas Oficina de Fotografia I e Fundamentos da Imagem Digital do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em 2006.

A gestualidade expressiva nos desenhos de Edson Castro evidencia um rico jogo de tonalidades onde o contraste entre claro e escuro, espaço positivo e negativo, cria uma atmosfera plena de energia capaz de prender a atenção do observador para a descoberta de possíveis signos velados nas abstrações.

Nos trabalhos apresentados nessa individual o artista explora os limites da linguagem com uma competente gama de grafismos que salientam o contínuo embate de cores e formas.

O crítico de arte Rafael Maldonado comenta que, em 2005, quando foi realizada a primeira mostra Diálogos Contemporâneos, o Marco apostava num formato de projeto que contemplasse, através de mostras coletivas, a produção artística emergente e também aquela oriunda dos acadêmicos do curso de graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, selecionados pelas propostas inscritas no programa de exposições temporárias do museu.

"Dessa maneira, o museu mantém um mecanismo para o diálogo e para a convivência da diversidade criativa, oferecendo encontros com a pluralidade do olhar e do pensamento contemporâneo local e de outras regiões brasileiras, abrindo-se para interpretações e confrontos de idéias e interesses", disse.

Mais informações no Marco, pelo (67) 3326-7449 (segunda a sexta das 12h às 18h) ou pelo site www.marcovirtual.com.br. Com informações da assessoria de comunicação da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.


Luciana Aguiar
3 de dezembro de 2007
Midiamaxnews (www.midiamax.com.br)