Programa Rumos Divulga Selecionados
ARTES VISUAIS – Artista sul-mato-grossense
é selecionado entre 1.342 inscritos para participar de
exposições itinerante por várias capitais
brasileiras em 2006
A lista dos selecionados do Programa Rumos
Itaú Cultural Artes Visuais 2005/2006 está disponível,
a partir de hoje, no site www.itaucultural.org.br e traz Evandro
Prado como único nome sul-matogrossense. Ao todo são
78 artistas de várias localidades do Brasil, que passaram
por uma seleção criteriosa da curadoria do programa,
coordenado pela historiadora Aracy Amaral.
Para esta edição estiveram inscritas
1.342 pessoas – 7 eram de Mato Grosso do Sul. Os selecionados
participarão de exposições em São
Paulo e Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2006 e posteriormente
em mostras itinerantes que passarão por Belém,
Fortaleza, Brasília e Florianópolis.
Evandro, que tem 19 anos, é acadêmico
do curso de Artes Visuais da UFMS e inscreveu no programa a
instalação "Em casa de capitalista, coca-cola
é santa". A obra faz parte da série mais
recente do artista intitulada Habemus Cocam, onde também
há telas e objetos. "Penso que é importante
o artista retratar seu tempo, de modo que uma obra possa ser
reconhecida tanto pelo seu estilo, como pela sua época",
descreve o selecionado.
Com mais de 100 produções no
currículo, o jovem artista começou a dedicar-se
às artes plásticas aos 15 anos, com telas figurativas.
Em 2001, apresentou sua primeira exposição, "Retratos
de Campo Grande", seguida de "Meu Brasil" (2004)
e "Iconografia brasileira" (2005). "Nós
temos é que questionar o nosso próprio tempo e
o capitalismo está presente nas obras que venho produzindo",
destaca.
Mapeamento
Além dos 78 selecionados, foram mapeados
119 trabalhos de várias regiões do País.
"O programa também inclui um levantamento sobre
a arte contemporânea que é produzida no Brasil,
o que resultará na publicação de catálogo
analítico e documentário", descreve Aracy.
O Rumos Itaú Cultural Artes Visuais
2005/2006 também inclui a criação de banco
de dados no site da instituição; concessão
de bolsas-ateliê no Brasil, Estados Unidos, Europa e América
Latina para 4 artistas; realização de cursos de
História da Arte e doação de bibliografias
básicas. "Os contemplados pelas bolsas serão
anunciados no próximo ano e em relação
à doação de bibliografias, ainda estamos
analisando as cidades que serão beneficiadas, mas temos
como prioridade aquelas localidades carentes de informação",
continua a coordenadora do programa.
A seleção apresenta uma diversidade
grande de linguagens, das novas tecnologias à pintura
e escultura, refletindo a existência de trabalhos mais
convencionais que discutem, por exemplo, a questão da
forma. Segundo a curadora, a mostra demonstra a pluralidade
de estilos dos jovens artistas. "Entre os trabalhos que
eu vi, entendo que há um contato muito maior com a informação
internacionalista, mas à medida que avançamos
para o interior do País, observamos que a noção
que temos de contemporâneo é muito relativa. O
que é contemporâneo aqui pode não ser contemporâneo
no Acre ou em Rondônia. Lá o contemporâneo
ainda é o acadêmico", sintetiza. "Por
outro lado, há cidades que estão em certa ebulição,
desejando aproximar-se da informação internacional.
A movimentação que começou a ocorrer em
Minas Gerais há 10 anos hoje está chegando ao
Nordeste, a cidades como Recife, Fortaleza e Belém, sendo
que nesta cidade vemos uma presença muito forte da produção
fotográfica ao lado de artistas em experimentações
diversas".
Jornal Correiodo estado – Caderno B
Campo Grande, quinta-feira, 25 de agosto de 2005.