Marco abre Temporada
2008 com três mostras dia 1° de abril
O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco)
inaugura no dia 1º de abril, às 19h30, a Temporada
2008, com três mostras: “Índia - Quantos
Olhos tem uma Alma”, fotografias de Marcelo Buainain,
“Estandartes”, exposição de Evandro
Prado e “Esculturas e objetos do acervo do Marco”.
Na ocasião, será lançado o livro “Marco
Cultural – Questões Contemporâneas em Debate”,
com artigos sobre questões contempor âneas de cultura,
resultado de um ciclo de palestras desenvolvido no museu em
setembro de 2005, que envolveu pesquisadores de MS, RJ e SP
para debater artes, cultura, educação, sociologia
e filosofia.
Nas obras da série “Estandartes”, de Evandro
Prado, imagens dos santos católicos são desconstruídas
e reconstruídas com outros materiais e procedimentos.
Sobre os suportes de tecidos diversos, objetos como terços,
medalhas devocionais, munição para armas, pintura
e oxidação, costura e bordado são empregados
na reformulação dos ícones que convivem
com armas brancas e de fogo, com objetos de aprisionamento e
de tortura e com elementos decorativos que remetem aos oratórios
e altares barrocos. “É das necessidades e insatisfações
espirituais e materiais da cultura ocidental cristã que
trata a obra de Evandro Prado. Nela questões advindas
da religião, da política e do mercado cruzam-se
na tessitura de um discurso plástico que reúne
elementos extraídos da tradição a outros
retirados do contexto atual”, escreveu sobre o artista
Divino Sobral, artista plástico e curador independente.
Nascido em Campo Grande, Evandro Prado é Bacharel em
Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,
tendo já realizado uma série de exposições
individuais e coletivas, com prêmios de Menção
Honrosa no 5º Salão Livre de Artes Plásticas
da Acubá (Cuiabá, MT, em 2005) e no Rumos Itaú
Cultural Artes Visuais 2005/2006 (São Paulo, SP), entre
outros.
“Com os trabalhos apresentados nesta exposição
Evandro Prado desdobra sua pesquisa sobre os ícones do
catolicismo, atualizando um gênero da tradição
pictórica ocidental que estava esquecido e o contextualizando
dentro do quadro de angústias e ansiedades da cultura
contemporânea”, avalia Divino Sobral.
Já a exposição “Índia –
Quantos Olhos tem uma Alma” registra e desvela o olhar
de Marcelo Buainain sobre a Índia. Fotógrafo campo-grandense,
produtor e diretor de documentários, Marcelo Buainain
peregrinou os quatro continentes em busca de documentar as diversidades
étnicas, culturais e religiosas de vários povos.
Através de suas lentes, populares e celebridades de expressão
nacional e internacional foram fotografadas para as principais
publicações brasileiras e estrangeiras. Na Europa,
onde viveu 10 anos, publicou três livros, realizou diversas
exposições e produziu um vasto acervo de imagens,
recebendo premiações que o consagraram como um
dos mais talentosos fotógrafos brasileiros.
A mostra “Índia – Quantos olhos tem uma Alma”
foi apresentada no ano passado no Museu Oscar Niemeyer de Curitiba
e já recebeu prêmios tais como o Prêmio Máximo
da "II Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba"
e a Medalha de Ouro - Foto Série, da "Society for
News Design/20th Edition", nos EUA.
“Como sul-mato-grossense é com alegria que compartilho
com o público deste Estado um olhar sobre uma das mais
fascinantes regiões do planeta - a Índia. Ao longo
de milênios, esse fabuloso país do oriente tem
sido fonte inesgotável de inspiração mística
e cultural, um imenso celeiro da espiritualidade por onde passaram
santos e sábios, a exemplo de Teresa de Calcutá,
Yogananda, Mahatman Gandhi, entre tantos outros iluminados que
nos legaram riquezas e exemplos para a nossa evolução
espiritual”, comentou Buainain sobre a mostra. No dia
2/4, às 19 horas, Buainain irá participar de um
bate-papo e uma visita guiada pela mostra, no evento “Fotografia,
Ideologia e Documento”, que vai ser realizado no auditório
no Marco. Na ocasião, vai lançar em Campo Grande
seu 2º livro, “Índia – Quantos Olhos
tem uma Alma” (Lisboa 1998), e irá projetar fotografias
do seu mais recente livro publicado na Europa, “Bahia
– Saga e Misticismo” (Portugal, 2001). A entrada
é franca.
Por fim, “Esculturas e objetos do acervo do Marco”
oferecerá um percurso no acervo tridimensional do museu.
“A obra tridimensional nos convida a uma experiência
que nos faz pensar, sobretudo, na descontinuidade do espaço,
na proporção e no intervalo entre as formas, na
relação entre volumes e o contínuo jogo
entre cheios e vazios. Essa forma de exame nos torna aptos a
compreendê-la e sermos por ela tocados”, comentou
Rafael Maldonado, um dos curadores da mostra e coordenador do
Museu da Imagem e do Som.
A temporada está aberta à visitação
até o dia 15 de junho. Mais informações
no Museu de Arte Contemporânea, localizado na rua Antônio
Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações
Indígenas. Telefone: 3326-7449.
Site MidiaMax- 30 de março de 2008